Os artigos de artesanato comercializados com a marca Tereza são produzidos por mulheres presas da Cooperativa Social Cuxá, na Unidade Prisional Feminina de São Luís (UPFEM), também conhecida como Penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão. Nossa outra cooperativa, a Lili, funciona em São Paulo com mulheres egressas da Penitenciária Feminina 2 de Tremembé.

A nossa primeira linha de produtos foi desenvolvida pelas próprias mulheres presas em Tremembé, através de uma série de oficinas coordenadas pelos designers Renato Imbroisi e Cristiana Pereira Barretto. A maioria das mulheres presas não tinha conhecimentos de corte, costura, crochê ou bordado. Ao longo de quatro meses, Renato e Cristiana fizeram a capacitação técnica das cooperadas na Penitenciária Feminina 2 de Tremembé, com a colaboração das artesãs Sonia Maria Leal Bento e Terezinha Mendes dos Santos. Saiba mais sobre as oficinas no vídeo abaixo:

O processo de desenvolvimento de produtos e capacitação das cooperadas contou também com colaboração voluntária das designers Camila Testa Stifelmann e Gisela Allegro Baptista Bilyk, da restauradora Isabel Milani e do artista plástico Paulo Von Poser, como mostram os vídeos abaixo:

A Cooperativa Social de Trabalho Lili, na Penitenciária Feminina 2 de Tremembé (SP), infelizmente teve de interrromper os trabalhos dentro do cárcere por conta de uma suspensão do governo paulista. Nosso trabalho, no entanto, é reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com quem temos firmado um Termo de Acordo Técnico, através do Programa Justiça, Presente, para olhar para os gargalos da Lei de Execuções Penais no país. Em 2020, em parceria com CNJ e Governo do Estado do Maranhão, iniciamos os trabalhos da Cuxá.